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“Como vamos abrir mão da experiência de juízes federais no STF, da forma que o tribunal está, temos um tribunal de advogados - um Tribunal da OAB”. Com essa explanação, o Presidente da AJUFE, Gabriel Wedy, frisou sua expectativa pela escolha de um dos juízes da lista sêxtupla encaminhada ao presidente Lula na manhã de hoje (23) em conversa com jornalistas da rádio CBN, do Consultor Jurídico (CONJUR) e do portal R7 (Rede Record de Televisão).
Na consulta feita pela Ajufe junto aos seus associados foi gerada uma lista com seis nomes - Fausto Martin De Sanctis, Leomar Barros Amorim de Sousa, Odilon de Oliveira, Reynaldo Soares da Fonseca, Ricardo César Mandarino Barreto, Teori Albino Zavascki. A lista com os nomes já foi oficialmente entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o presidente, a grande preocupação da escolha do nome para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é que “quando olhamos a foto da composição daquela corte, com os 11 ministros, vemos apenas um juiz de carreira”.
A indicação para a composição do STF é pólitca, porém seria de bom tom se o presidente da República indicasse um juiz federal de carreira, porque os últimos oito indicados não são juízes federais, “agora eu acho que é a vez da magistratura federal, porque o único juiz indicado foi o ministro Peluso, mas que é juiz de estado”.
Na entrevista, Wedy lembrou também da história da Corte Suprema brasileira onde sempre houve a presença de juízes federais em suas composições. "É fundamental que o guardião da Constituição Federal, nossa corte constitucional seja composta por magistrados que sejam juízes. Não estou falando de supressão do quinto constitucional, mas deveria haver uma pluralidade".
Texto e foto: Assessoria de Comunicação









